Star, LOONA

No mês passado, o LOONA fez seu retorno ao cenário do K-Pop lançando o EP [12:00], tendo como carro-chefe a música “Why Not?” (ambos comentados aqui). Normalmente, EPs de grupos de K-Pop costumam ter uma música escolhida como single, que será divulgada por alguns meses até que as/os idols se despeçam para voltar aos estúdios e gravar o próximo lançamento, enquanto as demais músicas são usadas apenas para preencher o álbum. Bem, desta vez, não foi o caso.

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Ilusão (Cracolândia), MC Hariel e vivência

Com batidas de Funk e música eletrônica, alinhadas a excelentes arranjos de instrumentos de cordas, “Ilusão (Cracolândia)” chegou na sexta-feira passada (13) ao público. O alto desempenho surpreendeu e emocionou milhões de ouvintes, enquanto seguem aplaudindo a iniciativa criada por Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W.

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Red Moon Rising, Hippie Sabotage

Mais uma noite adentro e vejo em minhas recomendações um título difícil de ignorar, “Devil Eyes” era o nome da música. Creio que a maioria dos milhões de ouvintes fora atraída assim, pelo franzir da testa seguido de um olhar curioso, e então temos nosso primeiro contato com Hippie Sabotage, uma dupla de música eletrônica norte-americana, composta pelos irmãos Kevin e Jeff Saurer.

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Gigaton, Pearl Jam

Hoje a manhã surgiu rosada pela janela, um tanto incomum aos habituais raios de sol alaranjados depois de tantas madrugadas. Quando criança, imaginava um castelo sobre as nuvens, até planejei pegar um de seus tijolos assim que eu tivesse a oportunidade de viajar num avião. É de se pensar. Pois, com o passar dos anos, a água em seu estado gasoso dissipara a imaginação duma criança para uma realidade acinzentada e concreta.

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[12:00], Why Not?; LOONA

Depois de dois textões especulando como poderia (e deveria) ser o comeback do LOONA, eis que o EP [12:00] já está entre nós, bem como o single e videoclipe “Why Not?”. Será que foi bom? Será que foi ruim? Bom, as minhas impressões podem ser lidas mais abaixo, mas antes, que tal ver o clipe e tirar suas próprias conclusões?

Depois que fiz os textões sobre possibilidades tanto para o andamento da trama do loonaverso como para o som que o grupo traria dessa vez, ainda tivemos mais motivos para incertezas, com a BBC divulgando ensaios fotográficos com conceitos bem diferentes. Isso, aliado ao fato dos produtores de “I Got A Boy” do Girls’ Generation estarem por trás de “Why Not?”, trazia o temor (ou a esperança, dependendo do seu gosto) de vir uma daquelas músicas que mudam radicalmente de estilo de um momento para outro.

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THE ALBUM, Lovesick Girls; BLACKPINK

Eu sei, demorei, mas cá estou para entregar-lhes os quatro parágrafos mais relevantes dentre todas protocríticas até então. Pois bem, BLACKPINK retornou na última sexta (02/10) com seu tão aguardado primeiro disco de estúdio, intitulado “THE ALBUM”. De acordo com algumas pessoas que estão presas no espaço-tempo da década de 2010 no K-Pop, “THE ALBUM” seria análogo ao período da nossa ditadura militar, ou seja, uma época de tamanha benevolência e pureza da história recente dum belo país tropical no qual atingimos o nirvana da felicidade plena. Após tal paradisíaco período, nós caímos em profunda desgraça degenerada causada pelas famigeradas “classes de baixo”. Em suma: para o grupo de pessoas já citadas acima, antigamente era melhor.

A boa notícia é que estamos em 2020 e muita coisa evoluiu de lá para cá, de fato ainda não estamos nos locomovendo em carros voadores, mas BLACKPINK veio nos brindar com a boa nova. Agora seguem os parágrafos para o grupo de pessoas que conseguiu seguir em frente com a vida: são oito faixas com saldo bastante positivo, algumas com muitos acertos; outras, nem tanto. Erros? Nenhum.

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A volta do LOONA em outubro: especulações e expectativas (parte 2)

Dando continuidade às especulações e expectativas para o comeback do LOONA, no texto anterior discutimos um dos grandes atrativos do grupo: as tramas entrelaçadas que compõem o loonaverso. Mas o LOONA ainda é um grupo musical de K-Pop, e isso significa que, não importa a qualidade da história de fundo, a música é “aquilo” pelo que fãs e ouvintes casuais realmente esperam – e esse é um campo em que elas têm dividido opiniões nos últimos anos. Esta segunda parte busca discutir os acertos e erros nos lançamentos da BBC, e algumas sugestões para que esse comeback possa recuperar o interesse perdido por muitos.

Da ousadia à conformidade

O loonaverso foi apenas parte da estratégia extremamente ousada e arriscada para o lançamento do LOONA. O pré-debut do LOONA envolveu nada menos que dois anos e trouxe músicas e videoclipes solo para cada integrante. Cada nova garota era apresentada mês a mês (com alguns intervalos maiores em certos casos), o que criava o mistério sobre como seria cada uma delas.

Entre alguns solos e outros, houve ainda o lançamento de três subunidades (ou grupos menores), cada qual com um EP próprio e mais videoclipes. Assim, um comentário divertido que muitas pessoas faziam era que, antes mesmo de estrear, o LOONA já tinha uma discografia maior que muitos grupos veteranos (oi, Blackpink).

Mas quantidade vale menos que qualidade, certo? Nesse sentido, além do grande número de músicas, o projeto chamava atenção pela diversidade de estilos e pela produção caprichada de cada trabalho: num mês você poderia ouvir uma música que se encaixaria perfeitamente num momento fofinho e engraçado de um filme da Disney, enquanto noutro mês se surpreenderia com um R&B esbanjando sensualidade. Além disso, frequentemente vinha uma música bem diferente das tendências no K-Pop, e algumas que se transformavam em algo completamente diferente em certos momentos.

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A volta do LOONA em outubro: especulações e expectativas (parte 1)

Este provavelmente é um texto bastante incomum para este blog, mas é um que eu tinha vontade de fazer já faz um bom tempo: uma análise das “teorias da conspiração” envolvendo o grupo LOONA, e o momento não poderia ser mais apropriado: elas estão prestes a fazer um comeback, também conhecido como “lançar um novo trabalho”, em outubro. Sendo assim, como todo comeback delas, ele traz consigo uma série de mistérios; dentro do “loonaverso” e fora dele também. Vamos aqui discutir alguns desses mistérios.

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Taylor Swift, Our Last Night e setembro amarelo

Tenho muitos assuntos a abordar neste espaço, mas ao mesmo tempo eu não estou conseguindo simplesmente parar, respirar fundo e organizar cada coisa em seu devido lugar. Dito isso, lá vamos nós mais uma vez para uma reflexão profunda, absorta e filosófica sobre o existencialismo contemporâneo pós revolução tecnológica. Brincadeira, não vou fazer ninguém aderir à prática da autoimolação enquanto enfatizo que somos todos uma puta cansada.

Invés do pseudointelectualismo que acomete nossa juventude programada para responder aos estímulos pernósticos ™ de cliques e filtros pomposos, engajando curtidas com a dádiva da nossa dose de dopamina de cada dia, eu venho oferecer-lhes a chance de bradar seus sentimentos mais ocultos, sombrios e até mesmo vergonhosos. É setembro amarelo e não vou dizer que “tudo bem não se sentir bem”, pois quero que chutem o balde sem cerimônias ao som de Taylor Swift.

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God’s Menu, Stray Kids é do caralho

Aproveitando que Stray Kids retornará em setembro com novas músicas, tenho a obrigação moral de me redimir por não tecer uma linha de comentário sequer sobre “God’s Menu”. Com antecedência, pedir-lhe-ei vossa compreensão pelos vocábulos chulos e recheados de impropérios descritos daqui por diante. Eu preciso canalizar e bradar selvagemente todo o ódio que senti nessas semanas passadas.

“God’s Menu”, de fato, é o cardápio divino mais congruente para expressar a fúria que escorre em sangue de meus olhos neste momento. Essa música traz um Trap nervoso como pano de fundo para cuspir na cara de quem reclamar que a degustação fora indigesta, ou seja, “God’s Menu” é foda e eu vou descer goela abaixo de toda a gente que discordar.

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