Divulgação: Kehlani

Kehlani Ashley Parrish, ou apenas Kehlani, é uma cantora, dançarina e compositora norte-americana – agora mais conhecida como aquela mina que deu uns pegas em Demi Lovato durante sua turnê. Possivelmente também será conhecida em breve como aquela mina que deu uns pegas em Demi Lovato e que, dessa vez, está dando uns pegas em Hayley Kiyoko, a recém intitulada “Lesbian Jesus” pela comunidade LGBT norte-americana. 2018 realmente tem tudo para ser o ano de Kehlani graças a essas duas participações específicas, dentre várias outras nas quais ela tem sido convidada e vice-versa.

Eu já queria fazer uma postagem sobre Kehlani há um tempo, porém sempre apareciam outras coisas e fui deixando para depois até que, finalmente, cá estamos. Sei que o aviso é dispensável, mas é sempre bom deixar a título de clareza que meu gosto e opiniões sobre a discografia estarão bastante enviesados – não ao ponto de achar todas as músicas impecáveis, claro, entretanto sinto necessidade de frisar esse aspecto. Esclarecida essa parte, vamos lá!

Nos altos de seus poucos vinte e dois anos, Kehlani teve de amadurecer mais depressa que o habitual para sua faixa etária. Sua infância conturbada, devido a mãe e pai ambos viciados em drogas, fez com que a pequena Kehlani fosse adotada por sua tia, uma vez que sua mãe cumpria pena na prisão, tornado assim inviável aproximação por anos. Desde então, Kehlani preenchia boa parte de seu tempo praticando numa escola de dança em Oakland – California, mas uma lesão durante os ensaios interrompeu seus planos em seguir como dançarina profissional. Em contrapartida, o interesse pela música surgiu por influência de sua tia que, por sua vez, nutria gosto por artistas do R&B e Soul – a afinidade foi tamanha que hoje é possível notar a tatuagem no braço de Kehlani, onde está estampado o rosto de Lauryn Hill.

Kehlani tattoo

Em 2014 Kehlani lançou sua primeira mixtape, chamada “Cloud 19”, que fora disponibilizada gratuitamente na internet. Não demorou muito para chamar a atenção do público e da crítica especializada. E não para por aí, sua segunda mixtape lançada no ano de 2015, “You Should Be Here”, logo recebeu indicação a melhor álbum de R&B contemporâneo na 58ª edição do Grammy – sim, esse mesmo Grammy que hoje em dia só vale acompanhar pela cobertura do Ramon. Voltemos para Kehlani.

Por falar abertamente de sua vida pessoal, sua infânia e adolescência atribuladas, ser também abertamente bissexual – fora a tentativa de suicídio -, todos esses fatores acabam restringindo um pouco seu público para algo potencialmente global. Vale ressaltar que tanto a introdução quanto a faixa-título da mixtape “You Should Be Here” são endereçadas a sua família e sua mãe, respectivamente. Mas com o álbum lançado em 2017, “SweetSexySavage”, e as participações citadas no primeiro parágrafo, Kehlani talvez consiga de fato abocanhar um público bem maior – e muito merecidamente a essa altura do campeonato.

Visualmente, Kehlani lembra a boa e velha referência “metamorfose ambulante”, famoso verso do grande Raul Seixas, cujo fora apropriado culturalmente pelos adolescentes petulantes que frequentam o Lollapalooza. Trágico, apenas. É quase impossível prever o que Kehlani trará em seus clipes (apresentações e turnês também) – tratando-se desse detalhe, pois conteúdo explícito e pessoal já é sabido. Musicalmente falando – sim, nem eu achei que essa parte iria chegar -, gosto muito do timbre de voz dela, ficando entre a rouquidão e a delicadeza. Além das produções que passeiam pelo Hip Hop, R&B, Soul serem acima da média, a coesão desses segmentos melódicos (e fusões) também muito me agrada.

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Site oficial: http://www.kehlanimusic.com
Facebook: https://www.facebook.com/Kehlanimusic
Twitter: https://twitter.com/Kehlani
Instagram: https://www.instagram.com/kehlani/

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