THE ALBUM, Lovesick Girls; BLACKPINK

Eu sei, demorei, mas cá estou para entregar-lhes os quatro parágrafos mais relevantes dentre todas protocríticas até então. Pois bem, BLACKPINK retornou na última sexta (02/10) com seu tão aguardado primeiro disco de estúdio, intitulado “THE ALBUM”. De acordo com algumas pessoas que estão presas no espaço-tempo da década de 2010 no K-Pop, “THE ALBUM” seria análogo ao período da nossa ditadura militar, ou seja, uma época de tamanha benevolência e pureza da história recente dum belo país tropical no qual atingimos o nirvana da felicidade plena. Após tal paradisíaco período, nós caímos em profunda desgraça degenerada causada pelas famigeradas “classes de baixo”. Em suma: para o grupo de pessoas já citadas acima, antigamente era melhor.

A boa notícia é que estamos em 2020 e muita coisa evoluiu de lá para cá, de fato ainda não estamos nos locomovendo em carros voadores, mas BLACKPINK veio nos brindar com a boa nova. Agora seguem os parágrafos para o grupo de pessoas que conseguiu seguir em frente com a vida: são oito faixas com saldo bastante positivo, algumas com muitos acertos; outras, nem tanto. Erros? Nenhum.

“Lovesick Girls” inquestionavelmente é o grande destaque deste álbum, com linhas melódicas de guitarra e violão seguidas por um baixo robusto, até chegar em seu ápice no refrão, onde os vocais não se amontoam pela excelente escolha do pano de fundo acústico. Além da própria base melódica do refrão já ser eficiente o bastante. Destaque também para a presença das integrantes (Jisoo e Jennie) na composição da música, algo sempre digno de celebração quando se trata da indústria do K-Pop. Não esquecendo o talento e individualidade que Lisa e Rosé trazem para completar as quatro digitais imprimidas por todo esse repertório compacto.

A duração não tão longa de “THE ALBUM” poderia ser um grande contratempo, porém as faixas foram escritas de modo muito eficaz, traçando texturas e camadas interessantes o suficiente para não cansar nem entediar o ouvinte; tudo isso com a medida certa de intervalos em escala. O que me resta neste momento é esperar as versões ao vivo dessa nova leva de músicas, pois fora justamente este o motivo de eu realmente me interessar pelo grupo: elas soam melhores ao vivo e possuem uma ótima banda que acrescenta maravilhosos arranjos quando estão no palco. Outros destaques: “Pretty Savage”, “Bet You Wanna (feat. Cardi B)” e “Love To Hate Me”.

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