WA DA DA, Kep1er: mil tretas e mil trutas

Enfim, chegamos ao ápice problemático deste meu espaço digital. Vamos discorrer um pouco sobre a estreia do grupo mais aguardado no K-Pop em 2022, Kep1er. Mesmo sendo fruto de mais um reality show que em edições passadas foram confirmadas várias fraudes. Pois é, mesmo todos os espectadores sabendo que seriam enganados, mais uma vez, ainda assim não deixaram o balde de pipoca de lado e foram lá assistir. Óbvio, pois a narrativa do oprimido nunca falha. Basta manipular algumas torturas emocionais que o público já corre sedento para defender os frascos e comprimidos. Não que as pessoas não sofram, existem milhões e milhões de pessoas sofrendo neste exato momento por motivos diversos. A jogada aqui é o truque de como se explorar uma imagem para ser projetada como a de quem “realmente” sofre. Isso funciona perfeitamente em diversos programas ao redor do mundo.

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Step Back, Girls On Top: Lacre reverso?

Antes que a pauta esfrie e apareça mais 47 grupos de K-Pop que não terão absolutamente nada de interessante para se escrever, venho aqui tomar temporariamente a administração do Whatever Music Basement. Isso mesmo, Tia Carla está desmumificada e pronta para 2022, sigam-me. A bola da vez é o novo e audacioso grupo de estrelas da SM Entertainment, formado por nomes já conhecidos e consagrados na indústria sul-coreana, com mulheres fortes e exalando carisma. Mas grandes nomes não garantem aclamação imediata, especialmente das feministas. Pois, como todos sabem, feminismo é sobre poder, morte ao pênis, engenharia civil, táticas de guerrilha, falar mal de macho escroto, paz, máquinas agrícolas, amor e união.

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Especial: Pixy, Everglow, Chungha e Lisa

Então, como eu estive hibernando nos últimos, sei lá, três anos? Venho por meio desta publicação dissertar sobre algumas músicas que valem a pena serem discutidas. Primeiramente, Pixy, com dois singles de trabalho, “Addicted” e “Bewitched”.

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Roman, Mashrou’ Leila e a legitimada cobrança

Olá. Sou eu, Carla. A nômade, a verdadeira desafiadora do desconhecido. Não sei ao certo como vim parar aqui, ou mesmo a localização exata. Penando melhor após uma breve pausa, lembro-me de Navios mercantes. Aqui faz muito calor e não vejo árvores para me abrigar neste mar deserto, de areia fina e pedregulhos hostis. Então caminhei. Caminhei até chegar numa espécie de construção abandonada. Lá encontrei pessoas, pessoas diferentes com trajes diferentes falando numa língua que eu não compreendia. Todas mulheres. Havia uma única que conseguia me entender, perguntou gentilmente o que eu fazia ali, se estava perdida. Como minha mente ainda estava confusa, apenas mencionei um Navio mercante. A mulher sorriu e disse que certamente foram os romanos que haviam me trazido até ali.

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Lalisa, Lisa

Tailândia, oficialmente Reino da Tailândia (em tailandês: ราชอาณาจักรไทย; romanização: Ratcha Anachak Thai, pronunciado: [râːtɕʰa-ʔaːnaːtɕɑ̀k-tʰɑj]), anteriormente conhecida como Sião (em tailandês: สยาม) é um estado soberano no centro da península da Indochina, no Sudeste asiático. É limitado a norte por Mianmar e Laos, a leste por Laos e Camboja, a sul pelo Golfo da Tailândia e pela Malásia, e a oeste pelo Mar de Andamão e pela extremidade sul de Mianmar. Suas fronteiras marítimas incluem o Vietnã, no Golfo da Tailândia, para o sudeste; e a Indonésia e a Índia no mar de Andamão, a sudoeste.

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Orishas: de raízes ao valor da música inestimável

O que faz uma música ser música? Saber tocar, saber escrever, ter alma, tocar o coração? E se, neste caso, tivermos tudo isso em algo chamado raízes? Poder contar a história de sua terra natal carregando uma bagagem imensa de cultura e musicalidade, com orgulho e de cabeça erguida. Orishas é tudo isso. Um grupo de Hip Hop cubano de Havana, Cuba, fundado em 1999. Pioneiro no gênero em seu país, Orishas também carrega em seu nome a referência direta (Orixás) ao conjunto de divindades cultuadas nas religiões de base africana nas Américas, como a santería em Cuba e o candomblé no Brasil, decorrentes da realocação de escravos iorubás.

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Stalker, Shameless: Fei e Camila Cabello na rota do Industrial

Enquanto seu fantoche favorito não lança uma música que preste, temos Fei. A ex-integrante do grupo sul-coreano miss A, cuja existência fora obliterada num pacto coletivo entre os fãs do grupo, onde somente o nome Suzy traz algum interesse para relembrar os tempos passados. Não é meu caso, creio que só ouvi uma ou quatro músicas do miss A durante todo este largo espaço de procrastinação que seguro em minhas mãos.

Mas não vou negar, na primeira vez que vi o videoclipe de “Fantasy“, ignorei completamente a péssima progressão de acordes (se houver) e me deslumbrei com a proposta visual tal como seus subtextos. Pois é inegável, todos nós vivemos em algum nível de “Fantasy”. Voltando para a faixa em si, eu até anotei num rodapé qualquer “vocal fraco e achatado”. Contudo, é muito boa a sensação de quando a sentença se prova errada. É justamente por isso que “Stalker” está aqui.

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Black Halo, Hybrid

Hybrid lançou recentemente seu sexto álbum de estúdio, “Black Halo”, e como você pode esperar de uma das maiores referências da Bass music, é sombrio, emotivo e tecnologicamente elegante. Em grande parte escrito durante a turbulência de 2020, o álbum celebra a perseverança e o triunfo do espírito humano. Não importa o que a vida nos lance, nós prosperamos e sobrevivemos.

“Black Halo” alcança os pontos doces entre os contrastes mais uma vez. Em algum lugar entre orgânico e eletrônico, fé e escapismo, cordas e sintetizadores, bateria e baixo, medo e esperança. É um lugar onde Hybrid pode contar suas histórias mais ousadas até agora. Como aponta a narração de “Flashpoint”, música que abre o disco para uma grande jornada à frente:

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