WA DA DA, Kep1er: mil tretas e mil trutas

Enfim, chegamos ao ápice problemático deste meu espaço digital. Vamos discorrer um pouco sobre a estreia do grupo mais aguardado no K-Pop em 2022, Kep1er. Mesmo sendo fruto de mais um reality show que em edições passadas foram confirmadas várias fraudes. Pois é, mesmo todos os espectadores sabendo que seriam enganados, mais uma vez, ainda assim não deixaram o balde de pipoca de lado e foram lá assistir. Óbvio, pois a narrativa do oprimido nunca falha. Basta manipular algumas torturas emocionais que o público já corre sedento para defender os frascos e comprimidos. Não que as pessoas não sofram, existem milhões e milhões de pessoas sofrendo neste exato momento por motivos diversos. A jogada aqui é o truque de como se explorar uma imagem para ser projetada como a de quem “realmente” sofre. Isso funciona perfeitamente em diversos programas ao redor do mundo.

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Step Back, Girls On Top: Lacre reverso?

Antes que a pauta esfrie e apareça mais 47 grupos de K-Pop que não terão absolutamente nada de interessante para se escrever, venho aqui tomar temporariamente a administração do Whatever Music Basement. Isso mesmo, Tia Carla está desmumificada e pronta para 2022, sigam-me. A bola da vez é o novo e audacioso grupo de estrelas da SM Entertainment, formado por nomes já conhecidos e consagrados na indústria sul-coreana, com mulheres fortes e exalando carisma. Mas grandes nomes não garantem aclamação imediata, especialmente das feministas. Pois, como todos sabem, feminismo é sobre poder, morte ao pênis, engenharia civil, táticas de guerrilha, falar mal de macho escroto, paz, máquinas agrícolas, amor e união.

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Especial: Pixy, Everglow, Chungha e Lisa

Então, como eu estive hibernando nos últimos, sei lá, três anos? Venho por meio desta publicação dissertar sobre algumas músicas que valem a pena serem discutidas. Primeiramente, Pixy, com dois singles de trabalho, “Addicted” e “Bewitched”.

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Lalisa, Lisa

Tailândia, oficialmente Reino da Tailândia (em tailandês: ราชอาณาจักรไทย; romanização: Ratcha Anachak Thai, pronunciado: [râːtɕʰa-ʔaːnaːtɕɑ̀k-tʰɑj]), anteriormente conhecida como Sião (em tailandês: สยาม) é um estado soberano no centro da península da Indochina, no Sudeste asiático. É limitado a norte por Mianmar e Laos, a leste por Laos e Camboja, a sul pelo Golfo da Tailândia e pela Malásia, e a oeste pelo Mar de Andamão e pela extremidade sul de Mianmar. Suas fronteiras marítimas incluem o Vietnã, no Golfo da Tailândia, para o sudeste; e a Indonésia e a Índia no mar de Andamão, a sudoeste.

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Stalker, Shameless: Fei e Camila Cabello na rota do Industrial

Enquanto seu fantoche favorito não lança uma música que preste, temos Fei. A ex-integrante do grupo sul-coreano miss A, cuja existência fora obliterada num pacto coletivo entre os fãs do grupo, onde somente o nome Suzy traz algum interesse para relembrar os tempos passados. Não é meu caso, creio que só ouvi uma ou quatro músicas do miss A durante todo este largo espaço de procrastinação que seguro em minhas mãos.

Mas não vou negar, na primeira vez que vi o videoclipe de “Fantasy“, ignorei completamente a péssima progressão de acordes (se houver) e me deslumbrei com a proposta visual tal como seus subtextos. Pois é inegável, todos nós vivemos em algum nível de “Fantasy”. Voltando para a faixa em si, eu até anotei num rodapé qualquer “vocal fraco e achatado”. Contudo, é muito boa a sensação de quando a sentença se prova errada. É justamente por isso que “Stalker” está aqui.

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[12:00], Why Not?; LOONA

Depois de dois textões especulando como poderia (e deveria) ser o comeback do LOONA, eis que o EP [12:00] já está entre nós, bem como o single e videoclipe “Why Not?”. Será que foi bom? Será que foi ruim? Bom, as minhas impressões podem ser lidas mais abaixo, mas antes, que tal ver o clipe e tirar suas próprias conclusões?

Depois que fiz os textões sobre possibilidades tanto para o andamento da trama do loonaverso como para o som que o grupo traria dessa vez, ainda tivemos mais motivos para incertezas, com a BBC divulgando ensaios fotográficos com conceitos bem diferentes. Isso, aliado ao fato dos produtores de “I Got A Boy” do Girls’ Generation estarem por trás de “Why Not?”, trazia o temor (ou a esperança, dependendo do seu gosto) de vir uma daquelas músicas que mudam radicalmente de estilo de um momento para outro.

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Taylor Swift, Our Last Night e setembro amarelo

Tenho muitos assuntos a abordar neste espaço, mas ao mesmo tempo eu não estou conseguindo simplesmente parar, respirar fundo e organizar cada coisa em seu devido lugar. Dito isso, lá vamos nós mais uma vez para uma reflexão profunda, absorta e filosófica sobre o existencialismo contemporâneo pós revolução tecnológica. Brincadeira, não vou fazer ninguém aderir à prática da autoimolação enquanto enfatizo que somos todos uma puta cansada.

Invés do pseudointelectualismo que acomete nossa juventude programada para responder aos estímulos pernósticos ™ de cliques e filtros pomposos, engajando curtidas com a dádiva da nossa dose de dopamina de cada dia, eu venho oferecer-lhes a chance de bradar seus sentimentos mais ocultos, sombrios e até mesmo vergonhosos. É setembro amarelo e não vou dizer que “tudo bem não se sentir bem”, pois quero que chutem o balde sem cerimônias ao som de Taylor Swift.

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God’s Menu, Stray Kids é do caralho

Aproveitando que Stray Kids retornará em setembro com novas músicas, tenho a obrigação moral de me redimir por não tecer uma linha de comentário sequer sobre “God’s Menu”. Com antecedência, pedir-lhe-ei vossa compreensão pelos vocábulos chulos e recheados de impropérios descritos daqui por diante. Eu preciso canalizar e bradar selvagemente todo o ódio que senti nessas semanas passadas.

“God’s Menu”, de fato, é o cardápio divino mais congruente para expressar a fúria que escorre em sangue de meus olhos neste momento. Essa música traz um Trap nervoso como pano de fundo para cuspir na cara de quem reclamar que a degustação fora indigesta, ou seja, “God’s Menu” é foda e eu vou descer goela abaixo de toda a gente que discordar.

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SuperM, playlist e capitalismo

SuperM retornou com nova faixa, intitulada “100”, para infelicidade de muitos e alegria de outros tantos. Ponho-me numa zona neutra, apesar de compreender as críticas, tanto positivas quanto negativas, por parte dos fãs; não é questão de “ficar em cima do muro”, já que gostei do produto final, mas essa discussão girando em torno do gerenciamento dos respectivos artistas tende a andar em círculos. Perdão pelo meu latente lado comunista, porém é como se as pessoas quisessem equilibrar um tipo de exploração laboral com um “cadinho” de humanidade – isto simplesmente não existe no capitalismo.

Simplificarei mais ainda sob à luz da mão invisível do mercado com a máxima: consumam sem culpa, pois o sistema econômico vigente nos leva exatamente para esta mentalidade. A quem exercita o pensamento crítico em demasia, analisando a conjuntura sistêmica decadente desse mesmo sistema, sinta-se livre para passar noites em claro comigo e aproveitar para também partilhar traumas do existencialismo perante o consumismo. De qualquer modo, números, eis “100” vendendo altos padrões de vida e tecnologia:

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