Especial: Pixy, Everglow, Chungha e Lisa

Então, como eu estive hibernando nos últimos, sei lá, três anos? Venho por meio desta publicação dissertar sobre algumas músicas que valem a pena serem discutidas. Primeiramente, Pixy, com dois singles de trabalho, “Addicted” e “Bewitched”.

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Black Halo, Hybrid

Hybrid lançou recentemente seu sexto álbum de estúdio, “Black Halo”, e como você pode esperar de uma das maiores referências da Bass music, é sombrio, emotivo e tecnologicamente elegante. Em grande parte escrito durante a turbulência de 2020, o álbum celebra a perseverança e o triunfo do espírito humano. Não importa o que a vida nos lance, nós prosperamos e sobrevivemos.

“Black Halo” alcança os pontos doces entre os contrastes mais uma vez. Em algum lugar entre orgânico e eletrônico, fé e escapismo, cordas e sintetizadores, bateria e baixo, medo e esperança. É um lugar onde Hybrid pode contar suas histórias mais ousadas até agora. Como aponta a narração de “Flashpoint”, música que abre o disco para uma grande jornada à frente:

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Star, LOONA

No mês passado, o LOONA fez seu retorno ao cenário do K-Pop lançando o EP [12:00], tendo como carro-chefe a música “Why Not?” (ambos comentados aqui). Normalmente, EPs de grupos de K-Pop costumam ter uma música escolhida como single, que será divulgada por alguns meses até que as/os idols se despeçam para voltar aos estúdios e gravar o próximo lançamento, enquanto as demais músicas são usadas apenas para preencher o álbum. Bem, desta vez, não foi o caso.

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Red Moon Rising, Hippie Sabotage

Mais uma noite adentro e vejo em minhas recomendações um título difícil de ignorar, “Devil Eyes” era o nome da música. Creio que a maioria dos milhões de ouvintes fora atraída assim, pelo franzir da testa seguido de um olhar curioso, e então temos nosso primeiro contato com Hippie Sabotage, uma dupla de música eletrônica norte-americana, composta pelos irmãos Kevin e Jeff Saurer.

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THE ALBUM, Lovesick Girls; BLACKPINK

Eu sei, demorei, mas cá estou para entregar-lhes os quatro parágrafos mais relevantes dentre todas protocríticas até então. Pois bem, BLACKPINK retornou na última sexta (02/10) com seu tão aguardado primeiro disco de estúdio, intitulado “THE ALBUM”. De acordo com algumas pessoas que estão presas no espaço-tempo da década de 2010 no K-Pop, “THE ALBUM” seria análogo ao período da nossa ditadura militar, ou seja, uma época de tamanha benevolência e pureza da história recente dum belo país tropical no qual atingimos o nirvana da felicidade plena. Após tal paradisíaco período, nós caímos em profunda desgraça degenerada causada pelas famigeradas “classes de baixo”. Em suma: para o grupo de pessoas já citadas acima, antigamente era melhor.

A boa notícia é que estamos em 2020 e muita coisa evoluiu de lá para cá, de fato ainda não estamos nos locomovendo em carros voadores, mas BLACKPINK veio nos brindar com a boa nova. Agora seguem os parágrafos para o grupo de pessoas que conseguiu seguir em frente com a vida: são oito faixas com saldo bastante positivo, algumas com muitos acertos; outras, nem tanto. Erros? Nenhum.

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How You Like That, BLACKPINK

Como quase ninguém sabe, BLACKPINK fez seu retorno nesta sexta-feira, dia 26 de junho, com a faixa intitulada “How You Like That”. Os portais de entretenimento estão fazendo sua parte, são várias as notas sobre o assunto em diferentes idiomas por toda a internet, ainda assim, quase nenhuma reação do público é vista. Entenda: é como se o grupo sempre gerasse forte ruído dentre uma profusão de fóruns e bolhas virtuais, mas o ruído nunca desaparece.

A verdade é que BLACKPINK sempre teve uma identidade sonora, porém essa identidade teima em não vestir muitas pessoas. É como ir numa loja buscar um produto específico, encontrá-lo, e mesmo assim reclamar com o lojista em seguida. Você já viu amigas e amigos usarem, experimentou, gostou, contudo o paradoxo do “fica melhor nos outros” acontece.

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Punch, NCT 127

E eis que, após exatos 2 meses desde seu último lançamento, o NCT 127 está de volta com a reedição de seu segundo álbum de estúdio: “Neo Zone: The Final Round”, trazendo quatro novas faixas contando com a nova música de trabalho “Punch”. E olha, por mais que eu tenha gostado de “Kick It” de um modo geral, “Punch” trouxe toda uma megalomania que eu estava sentindo falta em alguns lançamentos recentes do grupo.

As seções sussurradas, as partes cantadas em coro, o break de vinte segundos, o instrumental 8-Bit maravilhoso que se faz presente durante toda a música – tudo isso torna a experiência de ouvir “Punch” bem única, o que inclusive pode fazer a música parecer mais longa do que ela realmente é, mas de alguma maneira os produtores conseguiram juntar tantos elementos diferentes e ainda assim passar a mesma sensação durante toda a sua duração, já que é bem fácil de imaginar “Punch” tocando durante o clímax da última luta em algum filme sobre boxe.

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Obsession, EXO

EXO retornou final do ano passado com seu sexto álbum de estúdio, intitulado “Obsession” e com faixa título homônima. Na época, pensei em discorrer alguns breves comentários sobre a canção em questão, mas demorei um pouco para destrinchar seu caráter anticlimático. E, pelo que percebo, há uma tendência mesmo que tímida de músicas conduzidas pelo baixo – neste quesito, não tenho do que reclamar. Apesar de músicos e críticos apontarem favoritismo para uma rota melódica de tais quatro acordes, tal qual a queixa do suposto excesso de Auto-Tune, permito-me discordar fortemente de purismos e diplomas envernizados.

Ora, quem preza e prega complexidades melódicas acaba criando uma falsa simetria do que está sendo avaliado, assim como a exigência de vozes cristalinas. Música pop exige simplicidade sem demérito. Porém critérios egocêntricos e desmedidos sobressaem apenas para uma tapinha nas costas, melhor ainda se você concorda e repassa por não ter gostado de determinada música, isso valida certas “autoridades” e, por conseguinte, torna-se a palavra final das mesmas.

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Black Swan/On, BTS e introspecção

Quando eu estava preparando o texto sobre “On”, BTS havia acabado de lançar seu videoclipe oficial para a faixa “Black Swan”. Mas não tem problema, pois as canções estão interligadas. A essa altura, imagino que muitos já foram apresentados ao conceito do psiquiatra suíço Carl Jung, uma vez que o processo criativo de “Black Swan” e “On” está calcado no mesmo. Desse modo, a “sombra” é mencionada várias vezes em ambas as músicas, ou seja, traços de nossas personalidades que escondemos no inconsciente por serem avaliados como indesejáveis tanto para nós quanto para quem nos cerca: o “monstro” escondido dentro de cada um.

“Black Swan” retrata exatamente o doloroso processo de individuação, já que “o inconsciente é povoado com estas criações mentais ali reprimidas, e sem a limpeza constante deste conteúdo mental, é impossível o Homem ser livre, pois o fato de não pertencer à esfera da consciência não significa que a sombra deixe de influenciar as atitudes humanas”. E um exemplo é este trecho:

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So What, LOONA e “shade”

Gargalhar, gargalhar e gargalhar. Eu quero chamar as pessoas de iludidas, apertar o dedo na ferida e ridicularizá-las até o ponto mais escuso de meu caráter. Eu realmente quero multiplicar essa mensagem para centenas de indivíduos para, logo em seguida, exibir com prosaico orgulho minhas conquistas numéricas. Quase sempre penso nisso. Na verdade, é a única coisa que penso. Mas antes preciso das justificativas regradas pela minha baixa autoestima. Por qual razão? Ora, um lançamento musical dentre milhares que saem todos os dias. É um sentimento poderoso, entenda.

Debochar é uma verdadeira arte, daquelas onde a ofensa refratará pela música. Rap agressivo? Não. Falo deste lixo sonoro aqui:

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